
Jabutis
e cágados
Todos
os répteis da Ordem Chelonia, como jabutis e cágados, são
ovíparos, ou seja: reproduzem-se por meio da postura de ovos.
A
identificação do sexo em quelônios é pouco perceptível aos
olhos do leigo. A maioria das pessoas acredita que basta observar o
formato do plastrão (o casco de baixo) - no entanto, nem sempre é
tão simples assim.
Na
verdade apenas as espécies terrestres, e somente depois de
alguns anos de vida, é que possuem diferenças entre machos e
fêmeas. Na grande maioria das espécies o dimorfismo sexual não é
identificado pela concavidade do plastrão.
Em
várias espécies, a distância, na região posterior, entre a
caparaça e o plastrão, é maior nas fêmeas para facilitar a
saída dos ovos. Os machos, devido à presença do pênis, possuem a
cauda mais comprida e grossa. Mesmo assim, geralmente é dificil a
identificação sem um casal para comparação.
O
pênis fica alojado dentro da cauda e é evertido apenas durante
o acasalamento, diretamente na cloaca da fêmea. Entre os jabutis, o
acasalamento acontece no solo, quando o macho se posiciona sobre a
fêmea, subindo em sua carapaça.
Para
facilitar esta atividade, o plastrão dos machos apresenta uma
concavidade na parte mais posterior, que funciona como um encaixe
sobre a carapaça convexa da fêmea. Se não fosse assim, ele teria
que equilibrar-se para não cair, o que dificultaria sensivelmente o
acasalamento.
O
acasalamento de tartarugas aquáticas, ou cágados, ocorre na
água. Os machos possuem uma ligeira concavidade (bem menor do que
nos jabutis) em seu casco, o que muitas vezes é imperceptível ao
leigo. Os ovos são colocados fora da água e em tocas escavadas
pelas fêmeas, normalmente em praias, barrancos arenosos ou, no caso
de jabutis, na terra.
Os
filhotes nascem com pouco mais de 6 cm e, nas espécies
aquáticas, correm para a água assim que conseguem escavar a cova
onde os ovos estavam enterrados.