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Piometra

Infecção ataca aparelho reprodutor das fêmeas

Antigamente pensava-se que a piometra era simplesmente uma infecção uterina, mas hoje sabe-se que é uma anomalia hormonal e uma infecção bacteriana secundária, podendo estar ou não presente.É comum em fêmeas adultas de cães e gatos que não tenham cruzado

e não tenham sido castradas. Ocorre em um período de 2 a 4 meses após o cio no qual não tenha havido fertilização.

 

O que causa a piometra?

Os dois principais hormônios ovarianos são o estrogênio e a progesterona. A piometra é causada por uma maior concentração de progesterona e/ou uma hipersensibilização do útero. Em ambos os casos são formados cistos que contêm numerosas células secretórias, produzindo uma grande quantidade de fluidos que são lançados no interior do útero.

 

Este fluido, além do espessamento das paredes do útero, faz com que este aumente de tamanho.

Com o avanço da doença, este fluido começa a vazar pela vagina, fazendo com que o animal se lamba continuamente na tentativa de manter-se limpo.

 

Como no trato uterino existem bactérias que chegaram através do cérvix, elas podem aproveitar as condições próprias, como material orgânico e irrigação sanguínea, ocasionando uma resposta mais aguda com a presença de fluido e linfócitos no órgão afetado.

 

Após um certo tempo ocorre o fechamento do cérvix, e com o acúmulo de fluido e secreções inflamatórias, pode ocorrer a ruptura do útero e a liberação deste material na cavidade abdominal, levando o animal à morte em 48 horas, caso não haja socorro urgente.

 

O organismo tentará eliminar a infecção por meio da filtração renal, porém, o excesso de secreção é tão grande que há uma sobrecarga dos rins, e pode ocorrer uma falência renal, levando o animal à morte.

 

Sintomas

Polidipsia - o animal passa a beber muita água;

Poliúria - excesso de urina;

Secreção vaginal;

Animal se lambe excessivamente;

Febre;

Com o aumento progressivo do útero, o animal passa a ter dificuldade para se erguer;

No estágio de falência renal ocorre a diminuição do apetite e letargia intensa.

 

Tratamento

Na maioria dos casos a pan-histerectomia (retirada do útero e ovários) é o tratamento mais adequado. Porém, devido ao grave estado clínico em que essas fêmeas chegam às clínicas, geralmente ficam internadas recebendo soroterapia e antibióticos até que possam se submeter ao procedimento cirúrgico.

Em alguns casos tem sido tentado o uso de antibióticos e hormônios, porém a cirurgia ainda é o tratamento mais indicado.

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