Este
vírus é notadamente resistente e pode sobreviver por até 13
meses num ambiente contaminado. Por isso, a desinfecção
adequada é de extrema importância para evitar a proliferação
da doença. O veterinário é a pessoa mais bem preperada para
orientar os procedimentos de desinfecção.
A
panleucopenia causa sintomas de gastroenterite, ou seja, vômito
e diarréia, levando rapidamente à desidratação e depressão
profunda. No início da doença o animal pode apresentar febre.
Porém, animais moribundos apresentam temperatura abaixo do
normal e, neste caso, o prognóstico é grave. Muitos gatos
adultos, não vacinados, apresentam evidências sorológicas de
infecção sem exibir sinais clínicos. Isto demonstra que as
infecções sub-clínicas (aquelas que não demonstram sinais)
são comuns nestes animais.
A
transmissão pode ocorrer por contato direto ou indireto. Devido
à extrema resistência do vírus no meio ambiente, deve-se
atentar também para a transmissão indireta através de locais
contaminados — roupas, vasilhas de água e comida, caixa
sanitária etc.. Na gata prenhe, o vírus pode atravessar a
placenta e causar uma variedade de problemas nos fetos, desde a
morte, reabsorção, mumificação ou aborto, até o
desenvolvimento de malformações, tais com hipoplasia cerebelar
e hidrocefalia.
O
vírus da panleucopenia é extremamente bem-sucedido, com
disseminação cosmopolita. Apesar da inegável eficácia da
vacina no controle da enfermidade, a panleucopenia ainda ocorre
em diversos animais porque apenas uma minoria da população
felina é vacinada freqüentemente.
A
vacina contra a panleucopenia felina deve ser aplicada aos dois
e três meses de idade, devendo ser reforçada anualmente.
Procure seu médico veterinário.