Procedimentos para tratamento e prevenção da DTUIF
Heloísa Justen
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No caso de o gato não aceitar a ração
comercial, existem alguns procedimentos
medicamentosos e alimentares para o
tratamento e prevenção da DTUIF.
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As recomendações terapêuticas nos gatos
que estejam apresentando sinais
clínicos de DTUIF de causa
desconhecida, são limitadas em função
da natureza idiopática desta
enfermidade. No entanto, evidências
pragmáticas demonstram que o uso de
acidificantes urinários para eliminação
ou redução dos cristais de estruvita
(fosfato amoníaco magnesiano) parece
contribuir para a remissão clínica
deste distúrbio. O pH urinário do gato
deve ser mensurado, principalmente duas
a quatro horas após as refeições, para
se verificar a necessidade de
acidificantes urinários. O objetivo é a
manutenção do pH urinário numa faixa de
6,25 a 6,4, pois aumenta a solubilidade
dos cristais de estruvita.
Os gatos que não aceitam rações
comerciais sejam elas secas ou úmidas,
devem ser suplementados após a ingestão
de sua dieta habitual com acidificantes
urinários efetivos, tais como cloreto
de amônio (300mg/kg/dia), Dl-metionina
(1g/kg/dia), cloreto de cálcio
(85mg/kg/dia) ou ácido fosfórico
(125mg/kg/dia). As doses destes
acidificantes devem ser ajustadas com
cautela para cada gato individualmente.
A dose inicial de cloreto de amônio e
Dl-metionina deve ser de 100 a 200
mg/Kg/dia incorporada ao alimento,
aumentando cuidadosamente, até obter-se
o pH urinário desejado. O efeito da
dieta no pH urinário depende do seu
consumo, do metabolismo do animal e da
dose de acidificante. A dosagem total
do acidificante deve ser sempre
fracionada no período de vinte e quatro
horas, administrando-se após cada
refeição.
O segundo ponto para aumentar a
solubilidade dos cristais de estruvita
refere-se ao aumento de ingestão de
água pelo animal, que pode ser obtido
através da mistura de caldos de carne
ou peixe ao seu alimento, bem como
incentivar o gato fornecendo a água de
acordo com a sua predileção: vasilha
sempre cheia de água, água renovada
diariamente, até mesmo, água corrente
da bica, dentre outras.
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Data: 13/6/2000 Leitores: 2061 Indicações: 4
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 | Perfil do Autor: Heloísa Justen M. de Souza
graduou-se em Medicina Veterinária
em 1985 pela Universidade Federal
Fluminense (UFF). Em 1995,
defendeu tese de mestrado na área
de Cirurgia Veterinária, e
atualmente está cursando o
doutorado na área de Patologia
Experimental na UFF. É professora
assistente da Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro.
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