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 Cláudio
Pizzolatto é proprietária da escola de adestramento
Lord Cão
(www.lordcao.com)
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Quando
o assunto é comportamento animal e treinamento de
cães, é impossível não citar Cláudia Pizzolatto, a
proprietária da Lord Cão. |
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Diplomada
pela NDTA (National Dog's Training Association) como treinadora
profissional de cães, ela trouxe para o Brasil um método
pioneiro no treinamento de cães... e seus donos, como ela mesma
faz questão de enfatizar. Nesta entrevista exclusiva, Cláudia
Pizzolatto fala em detalhes sobre sua formação e seu método
de trabalho.
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PetSite:
Como você decidiu trabalhar
com cães ?
Cláudia
Pizzolatto: Eu sempre
sonhei em trabalhar com comportamento animal, mas não
sabia exatamente como, nem mesmo como isso poderia ser
viabilizado. Fiz vestibular aos 16 anos, e naquela época
sonhava em treinar golfinhos ou talvez trabalhar com a
adaptação de animais em zoológicos para que eles se
sentissem mais felizes e conseguissem se reproduzir em
cativeiro.
PetSite:
Por que o adestramento e não a medicina
veterinária? Cláudia:
Quando me inscrevi no
vestibular já sabia que não queria trabalhar com
veterinária, pois não conseguiria passar pelas aulas de
anatomia, nem mesmo ter que trabalhar com animais doentes
e ver os donos e os bichos sofrendo. Sou muito mole para
isso (risos). Pensei em Zootecnia, mas fiquei sabendo que
o mercado de trabalho desta área era quase que totalmente
voltado para a produção.

Mais
uma vez eu me vi encurralada por não querer ver animais
mortos ou sendo criados para o abatedouro. Fui até o
Zoológico do Rio de Janeiro me informar sobre quais
seriam as chances de trabalho por lá e me disseram que
era loucura. Então resolvi arquivar os meus sonhos e
partir para alguma área mais prática e foi assim que
resolvi entrar na faculdade de Administração de
Empresas.
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Treze
anos depois surgiu a minha grande chance de tentar fazer alguma
coisa que eu realmente amasse. Eu estava nos EUA, acompanhando
meu marido que estava fazendo seu mestrado e tinha 3 anos para
descobrir a minha verdadeira vocação. A idéia de fazer
veterinária ainda era um problema para mim. Eu não queria
clinicar. Foi então que lembrei do meu velho sonho de trabalhar
num Zoológico, e lá fui eu cheia de esperanças para me
candidatar para um trabalho voluntário.
Alimentar
as zebras ou limpar a jaula dos tigres já estava ótimo. Foi
uma grande surpresa descobrir que já havia uma lista de espera
de mais de 2 anos para voluntários. Eu não tinha todo este
tempo. Então pensei em ajudar dando banho e passeando com cães
e gatos que eram recolhidos num abrigo para animais abandonados.
A proposta era ótima. Eu poderia trabalhar 5 dias por semana,
alimentando, limpando, cuidando, passeando e levando os
cachorrinhos e gatinhos para que eles fossem adotados por uma
nova família. Tudo ótimo até que eu soube que os animais
tinham um prazo médio de 15 dias para achar uma nova família
ou seriam sacrificados.
Mais
uma vez eu desisti de trabalhar com os bichos por causa da minha
incapacidade de coviver com a dura realidade da morte eminente.
Mas foi lá, neste abrigo, que eu descobri que poderia ajudar
outros cães e seus donos através do treinamento. Um cãozinho
bem educado e ajustado teria muito mais chances de não ser
abandonado e conseqüentemente acabar sendo morto. Soube na hora
que era isso que eu queria fazer.
Continua
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