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PestSite:
Fale um pouco sobre o BKC.
Domingos Setta: O Brasil Kennel Club é a entidade cinófila
mais antiga da América do Sul. Foi fundado em 1922 e hoje é um
dos nove clubes ecléticos (clubes que congregam várias raças)
do Rio de Janeiro. O BKC conta com 1.500 sócios atuantes. Sua
principal atividade, como todo clube eclético filiado à CBKC,
é atuar como um "cartório de cães de raça pura",
registrando as ninhadas com pedigree nascidas em sua região de
atuação.
PetSite:
Qual a diferença entre a CBKC e o BKC?
Setta: A CBKC é a Confederação do Brasileira
de Kenneis Clubes ou
Confederação Brasileira de Cinofilia. É o órgão máximo da
cinofilia no Brasil desde 1979, afiliado à FCI (Federação
Cinológica Internacional). A CBKC é responsável por obter o
pedigree das ninhadas junto à FCI e principalmente por fazer
com que as regras da FCI sejam cumpridas pelos criadores
brasileiros. O BKC, hoje, é subordinado à CBKC, assim como
vários outros clubes ecléticos do país.
PetSite:
Como será a exposição
Brasil 500 Anos?
Setta: A exposição Brasil 500 Anos será um evento
nacional, organizado pela CBKC, que acontecerá entre os dias 26
e 28 de maio, no Riocentro, no Rio de Janeiro. A exposição
contará com a presença de mil a 1,5 mil cães de todas as
raças, de criadores brasileiros e sul-americanos, e tem gerado
muita expectativa entre os criadores, handlers e o
público cinófilo de vários estados.
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Afinal, desde a
exposição comemorativa do 77º aniversário do BKC, em
novembro último, o Rio de Janeiro voltou a ser visto como um
estado capaz de promover eventos cinófilos dignos de nota.
A exposição Brasil 500 Anos estará reunindo juízes
do Brasil e do mundo. A final, quando será escolhido o melhor
cão da exposição, será julgada por um juiz português, já
que esse evento tem por objetivo comemorar os 500 anos do
descobrimento do Brasil.
"O
que vejo são árbitros benevolentes, dando títulos de
excelência a cães que na verdade deveriam ser classificados
como bons."
PetSite:
Qual a sua opinião sobre a situação
atual da cinofilia?
Setta:
Está deixando a desejar. Acho que a maioria dos criadores não
está interessada em manter o nível de qualidade da criação.
Isso também é uma conseqüência do padrão de avaliação
adotado pelos juízes brasileiros.
O que vejo hoje são
árbitros de exposição muito benevolentes, dando títulos de
excelência a cães que na verdade deveriam ser classificados
como bons.
O resultado disso é um relaxamento por parte do
criador em obter a contínua melhoria da raça.
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