O
Periquito Australiano é excelente companheiro, “mansinho e
tranqüilo”, diz Taís Silveira de Souza - participante do
fã-clube da espécie no PetSite -, que tem um casal de periquitos
há cinco anos. “Quando eles percebem que alguém está chegando
casa, eles gritam e só se acalmam quando reconhecem a nossa voz.”
Além
de reconhecer sons, parece que eles também sabem escolher muito bem
seus lares. Pelo menos foi assim com a estudante Débora Grassetti,
que encontrou um exemplar verde em sua varanda, já
habitada por dois Agapórnis.
Ela
o abrigou numa gaiola, mas notou que ele estava triste, então
resolveu adquirir uma fêmea amarela. A família parecia completa,
mas, tempos depois, mais um Periquito Australiano pousou na sacada
de Débora. A estudante explica: “O verdinho havia fugido da
vizinhança, e eu até cheguei a identificar o antigo dono, que
preferiu deixar o animal comigo, pois ele estava mais feliz na
companhia de outros. O azul ainda era pequeno quando chegou, não
sei como ele veio parar aqui. ”
Uma
das características que mais surpreende Débora é o sentido de
companheirismo e amizade desses periquitinhos. “Quando está frio,
os três ficam no ninho para se aquecerem e apenas um deles - o
macho - desce para apanhar comida para todos.” A alimentação
básica dos Periquitos deve conter sementes, como painço e milheto,
frutas e ração industrializada.
“Muito
brincalhões, eles se divertem batendo num sininho próprio para
pássaros e se olham no espelho. Mesmo soltos e com a janela aberta,
eles sobem no meu ombro e não fogem”, conta Débora.
Originários
da Austrália, os primeiros exemplares foram levados pela primeira
vez para a Europa, na década de 1840, e, antes do fim daquele
século, estavam sendo criados em grande escala, com alguns
estabelecimentos na França abrigando cerca de 100 mil pássaros.