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Leptospirose
em cães
A
Leptospirose é uma doença bacteriana causada por bactérias do
gênero Leptospira e pode afetar cães de qualquer idade.
A
transmissão ocorre após o contato físico com urina de roedores, que são os reservatórios naturais das bactérias causadoras da
Leptospirose. Este contato pode acontecer por meio de feridas na
pele ou durante exposição prolongada à água contaminada.
Há
ainda a transmissão transplacentária e venérea (sexual).
A
Leptospirose é uma zoonose, uma doença compartilhada entre os
homens e os animais.
Os
sinais clínicos desta doença são relacionados com a atração que
as bactérias causadoras da Leptospirose têm pelos rins e pelo
fígado dos animais afetados.
Estes
sinais são febre, depressão, anorexia, vômitos, dor renal, dor
muscular generalizada,
falência
renal, falência hepática e icterícia que se verifica pela
coloração amarelada das mucosas e da pele.
O
tratamento é feito com antibióticos e soroterapia adequada, com
medicamentos que tratam o quadro renal e hepático.
A
vacinação contra a Leptospirose deve ser feita duas vezes ao ano:
uma conjunta com as outras doenças e outra 6 meses após, pois a
imunidade para esta doença dura em média seis meses.
Cinomose
É
uma doença causada por um vírus, ou seja, é uma virose altamente
contagiosa que afeta cães de todas as idades, porém com maior
frequência filhotes não vacinados em torno de 6 a 12 semanas de
vida.
A
transmissão se dá através das secreções corporais como saliva e
descargas nasais formando aerossóis que infectarão o ambiente. A
transmissão transplacentária, que ocorre ainda quando a fêmea
está gestando o filhote, é extremamente rara.
Como
a transmissão por aerossóis facilita o contágio recomenda-se o
isolamento do animal afetado pela doença.
O
animal infectado deve ser mantido isolado para evitar o contágio.
É muito comum surtos de
Cinomose ocorrerem em locais onde muitos cães permaneçam juntos
como abrigos para animais e pet shops que façam venda de cães, e
canis.
Os
sinais clínicos da Cinomose em sua maior parte são resultantes de
infecções bacterianas secundárias que se instalam após a ação
do vírus no sistema imunológico, enfraquecendo-o.
Os
sinais clínicos gerais ou sistêmicos são a depressão, apatia,
perda do apetite, mal-estar e febre.
A
Cinomose é conhecida por apresentar três fases distintas durante
seu curso no animal infectado:
Fase
Respiratória onde os sinais são dispnéia (dificuldade para
respirar), descargas nasais e oculares caracterizando rinite e
conjuntivite, pneumonia e tosse.
Fase
Digestiva ou Gastrointestinal com a presença de diarréia e
vômito.
Fase
Nervosa na qual, dependendo da região do sistema nervoso afetado,
podem ocorrer tremores musculares (mioclonias), convulsões,
movimentos repetidos dos maxilares, incoordenação motora e
alterações comportamentais.
Há
ainda sinais clínicos como a presença de pústulas abdominais, que
são pequenas bolsas com presença de pús em seu interior e
hiperqueratose das almofadas plantares, que é o espessamento da pele
da planta das patas dos cães afetados.
A
Cinomose apresenta uma alta taxa de mortalidade entre filhotes e nos
cães adultos que apresentarem sinais clínicos multisistêmicos e
sinais neurológicos progressivos, sendo que muitos clínicos
recomendam a eutanásia nestes casos pois o prognóstico não é
muito favorável, pois mesmo que durante o tratamento suporte o
animal afetado apresente uma melhora, muitas vezes ocorrem recaídas
e os sintomas neurológicos aparecem com maior força, levando o
animal a uma incapacidade neurológica irreversível.
A
prevenção através de vacinação é sempre a melhor opção.
Parvovirose
A
Parvovirose é uma virose que apareceu no mundo na década de 70,
com os primeiros casos registrados no Brasil nos anos de 78 e 79.
A
transmissão se dá através do contato com fezes dos animais
infectados ou nos ambientes frequentados por estes animais, pois o
vírus da Parvovirose é altamente resistente e pode se manter
infectante por meses no ambiente.
É
uma doença altamente contagiosa que afeta cães de todas as idades
com uma maior prevalência em cães com até 6 meses de vida, e
algumas raças em específico como Rottweilers, Dobermans, Pastores
Alemães e Fila Brasileiro.
O
vírus da parvovirose é muito resistente e mantém contagioso por
meses.
A
Parvovirose se caracteriza por uma severa inflamação nas alças
intestinais (enterite) causando sinais clínicos como perda de
apetite, depressão, febre, prostração e diarréia com presença
de sangue e desidratação.
Todos
estes sinais clínicos podem ser exacerbados dependendo das
condições às quais o cão infectado estiver enfrentando como
stress, condições inadequadas de higiene, parasitoses intestinais
e infecções bacterianas secundárias.
O
cão infectado pode sofrer choque eletrolítico devido a severa
desidratação, endotoxemia (devido à infecção bacteriana
generalizada) e ir à óbito em poucos dias.
O
tratamento suporte à base de soroterapia visa corrigir o
desequilíbrio eletrolítico do animal além de tratar os sintomas
das infecções bacterianas secundárias.
A
taxa de mortalidade é alta entre filhotes e entre cães das raças
citadas anteriormente.
A
vacinação dos filhotes e das fêmeas gestantes, bem como a
manutenção do calendário de vacinas anuais, é a garantia de
evitar que a Parvovirose chegue ao seu animal.
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